Agridoce

A etapa açoriana do Europeu de Ralis teve um sabor agridoce para a mais internacional das
equipas açorianas, a ACB Racing. Tibor Érdi viu-se forçado ao abandono, enquanto todas as
equipas açorianas que estiveram na assistência da equipa terceirense completaram a prova e
alcançaram os objetivos que tinham traçado para este Azores Airlines Rallye.

O campeão europeu da categoria ERC2 em título, o húngaro Tibor Érdi, escolheu a ACB Racing
para participar na primeira prova do ano no ERC, o Azores Airlines Rallye. A equipa com sede
na ilha Terceira alugou e preparou o Mitsubishi Lancer EVO X com que Érdi iniciou a defesa do
título. Infelizmente, e apesar das expetativas no início da prova serem extremamente
positivas, o piloto magiar foi a principal vítima de um troço que mereceu críticas generalizadas
por parte dos concorrentes. Logo na primeira especial do rali, a Lagoa Stage, quebrou-se um
braço de suspensão no Mitsubishi Lancer EVO X e a desistência foi inevitável.

Como o regulamento só permitia que se regressasse em super rally no dia de sábado, toda a prova do
campeão europeu de produção ficou completamente hipotecada, uma vez que a penalização
pelos troços não concluídos seria enorme e não permitiria qualquer espécie de recuperação,
apenas contribuindo para um avolumar de despesas que não se justifica. Assim sendo, o piloto
que até tinha começado a semana em grande com um excelente teste e com um bom
desempenho na qualificação, acaba por sair dos Açores a zeros, fruto das armadilhas de um
troço que não acrescenta absolutamente nada ao valor desportivo do rali mas que propicia
situações como esta ou, no menor dos males, condiciona os andamentos dos troços seguintes
porque o asfalto desta especial acaba por “derreter” prematuramente os pneus das equipas.
António Castelo Branco, líder da ACB Racing, considera que a organização deve “analisar a
importância da Lagoa Stage no contexto do rali e repensar a razão da sua existência”.
A ACB Racing voltou a contar com a preferência das equipas açorianas que integram o Ribeira
Grande Rally Team. “Mais uma vez apoiámos naquilo que pudemos para que não lhes faltasse
nada aquando da vinda à assistência e colaborámos para que os pilotos tivessem sempre os
carros nas melhores condições para as classificativas seguintes”, explicou António Castelo
Branco. Os carros das duplas João Faria/Carlos Medeiros, Ruben Santos/Nuno Pereira, Hélder
Pimentel/António Olas e Tiago Mota/José Pimentel (carro 000) acusaram as dificuldades
naturais que uma prova desta natureza provoca mas voltaram sempre à estrada depois de
resolvidos os problemas que trouxeram para a assistência e concluíram, com sucesso, a prova
micaelense, conquistando troféus nas respetivas categorias.

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